Corpo de brasileiro executado na Indonésia é cremado

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- O Ministério das Relações Exteriores confirmou que, após ser executado neste sábado e ter sua morte reconhecida por um médico e emitida a certidão de óbito local, o corpo do brasileiro Marco Archer foi cremado na Indonésia a pedido da família.

Uma tia que acompanhou os últimos dias de Archer está com as cinzas dele e deve retornar a Jacarta, capital da Indonésia, nesta segunda-feira. O Itamaraty não informa se já há previsão de retorno dela ao Brasil.

- O Ministério das Relações Exteriores confirmou que, após ser executado neste sábado e ter sua morte reconhecida por um médico e emitida a certidão de óbito local, o corpo do brasileiro Marco Archer foi cremado na Indonésia a pedido da família.

Uma tia que acompanhou os últimos dias de Archer está com as cinzas dele e deve retornar a Jacarta, capital da Indonésia, nesta segunda-feira. O Itamaraty não informa se já há previsão de retorno dela ao Brasil.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada brasileira naquele país se encarregou de acompanhar o caso e dar apoio à tia do brasileiro. A embaixada também emitirá um atestado de óbito brasileiro, documento necessário para registro da morte no país.

O atestado é emitido geralmente em caso de translado do corpo de brasileiros falecidos no exterior, mas também será emitido quando ocorre a cremação para assegurar a entrada das cinzas sem problemas na alfândega.

O Itamaraty informou ainda que não há previsão de quanto tempo o embaixador brasileiro na Indonésia ficará em Brasília. Ele foi chamado de volta ao Brasil por determinação da presidente Dilma Rousseff como forma de protesto por conta do fato de os apelos brasileiros terem sido ignorados pelo governo da Indonésia.

No país asiático, as execuções por fuzilamento acontecem desde 1964. Apenas os advogados de defesa acompanham os presos até o momento do cumprimento da pena. Nenhum civil, nem mesmo familiares dos condenados, podem acompanhar a execução. O fuzilamento é feito em um campo aberto próximo à penitenciária em Cilacap, na Ilha de Java, a 400 km de Jacarta. O pelotão de fuzilamento é composto por 12 pessoas, mas apenas três das doze armas são carregadas com balas de verdade.

Após 11 anos preso, Marco Archer é executado na Indonésia

 

O instrutor de voo Marco Archer, condenado ao fuzilamento na Indonésia por tráfico de drogas, foi executado na tarde deste sábado. A informação foi confirmada pelo porta-voz do país, segundo agências de notícias. Archer estava preso desde 2004 por ter tentado entrar no país com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A Indonésia pune com pena de morte o tráfico de drogas. Ele foi o primeiro brasileiro a ser sentenciado à morte no exterior. A presidente Dilma Rousseff já foi informada da execução e, como primeira reação, determinou que o embaixador brasileiro na Indonésia, Paulo Alberto da Silveira Soares, retorne ao Brasil. Determinar o retorno de um embaixador ao seu país de origem é uma das formas de protesto e de mostrar insatisfação nas relações diplomáticas entre países.

Em nota, Dilma disse ainda que a execução "afeta gravemente" as relações entre o Brasil e a Indonésia. Além disso, o Itamaraty chamou na tarde deste sábado o embaixador da Indonésia. Na reunião, foi entregue uma nota de protesto do governo brasileiro.

Outras cinco pessoas foram executadas pelo mesmo crime: um indonésio e quatro estrangeiros de Vietnã, Nigéria, Holanda e Malauí.

No país asiático, as execuções por fuzilamento acontecem desde 1964. Apenas os advogados de defesa acompanham os presos até o momento do cumprimento da pena. Nenhum civil, nem mesmo familiares dos condenados, podem acompanhar a execução. O fuzilamento é feito em um campo aberto próximo à penitenciária em Cilacap, na Ilha de Java, a 400 km de Jacarta. O pelotão de fuzilamento é composto por 12 pessoas, mas apenas três das doze armas são carregadas com balas de verdade.

Dias antes de ser executado, Marco Archer conversou com o cineasta Marcos Prado, que produz um documentário sobre o caso. O brasileiro mostrava ter esperança de escapar do fuzilamento. Na gravação, ele diz que iria lutar até o fim pela vida.

"Estou ciente que eu cometi um erro gravíssimo, mas, enfim, eu mereço mais uma chance porque todo mundo erra. Eu quero voltar, então, ao meu país, entendeu, pedir perdão a toda a minha nação e mostrar para esses jovens aí, que a droga só te leva a dois caminhos: a prisão ou a morte. (...) Eu vou lutar até o fim porque, realmente, a minha vida não pode acabar dessa maneira, de uma maneira dramática, eu sendo fuzilado aqui na Indonésia", disse Archer.

Neste sábado, Marcos Prado publicou no Facebook uma mensagem em que agradece ao brasileiro pela confiança e diz que o otimismo do ex-instrutor de voo livre fez com que ele acreditasse que ele voltaria ao país.

“Vai Curumim, vôa alto, bem alto desta vez... Obrigado pela confiança, pelo exemplo de coragem e superação, pelos longos papos que tivemos ao telefone nesses 2 últimos anos. Seu otimismo me fez acreditar que você voltaria para cá... mesmo sabendo que errou, sonhou que seria possível recomeçar tudo do zero. R.I.P”, postou ele.



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