Israel na encuzilhada

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Da longa lista de assuntos que dominarão a cena internacional em 2015, que vou procurar acompanhar aqui, acontecerá  primeiro a eleição geral  em Israel.Será em 17 de março, dois anos antes do previsto, após o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, ter declarado que era impossível governar com a coalizão no poder.Há vinte anos no centro da política israelense,Netanyahu procura assim revigorar seu poder em circunstâncias diferentes das que encontrou no início de sua trajetória.

Da longa lista de assuntos que dominarão a cena internacional em 2015, que vou procurar acompanhar aqui, acontecerá  primeiro a eleição geral  em Israel.Será em 17 de março, dois anos antes do previsto, após o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, ter declarado que era impossível governar com a coalizão no poder.Há vinte anos no centro da política israelense,Netanyahu procura assim revigorar seu poder em circunstâncias diferentes das que encontrou no início de sua trajetória.

            Israel está hoje desafiado por uma realidade que lhe é relativamente nova e por isso procura desenvolver estratégias e iniciativas diplomáticas capazes de lidar com ela.Esta busca causa estresses políticos internos visto que já não existe o consenso doméstico que prevalecia desde a independência em 1948.Mudou a composição da própria sociedade israelense, que não é mais assinalada pelo peso dominante do grupo ashkenazi, oriundo da Europa, ao qual pertenceram os grandes líderes políticos Ben Gurion,Golda Meir, Itzahk Rabin e Shimon Peres.Hoje, Israel não se sente mais tão confiante em sua imensa supremacia militar regional por causa seu tamanho limitado e sua pequena população.De fato, a evolução do Oriente Médio é potencialmente capaz de desvalorizar sua força militar , já que Israel não tem como exercer controle sobre os eventos fora de suas fronteiras, como a longa crise da Síria e do Iraque, o surgimento imprevisto do chamado estado islâmico e mesmo a faixa de Gaza.O principal inimigo externo,que no passado era claramente identificável, hoje não representa  um alvo claro.Há inimigos em todas as suas fronteiras de modo que já não cabe manejar o equilíbrio de poder, tão frequentemente usado na história.Que país ou que grupo apoiar entre os vizinhos já não é claro como foi no passado.Por isso, uma solução política não pode ser imposta aos árabes e a força não tem um endereço preciso.Em suma, Israel não tem mais a capacidade de configurar o ambiente político no seu entorno pois perdeu a iniciativa estratégica e sua supremacia militar não é mais decisiva nas grandes questões com que se depara.

   Este é o grande desafio para Israel.Não existe uma ameaça existencial mas sim um desacerto de suas estratégias regionais,uma falta de confiança derivada de sua impopularidade internacional crescente e de um sistema político incapaz de gerar consensos em torno de qualquer questão fundamental para a nação.    Israel está hoje confrontado por uma realidade que lhe é relativamente nova e por isso procura desenvolver estratégias e iniciativas diplomáticas capazes de lidar com ela.Esta busca causa estresses políticos internos visto que já não existe o consenso doméstico que prevalecia desde a independência em 1948.Mudou a composição da própria sociedade israelense, que não é mais assinalada pelo peso dominante do grupo ashkenazi, oriundo da Europa, ao qual pertenceram os grandes líderes políticos Ben Gurion,Golda Meir, Itzahk Rabin e Shimon Peres.Hoje, Israel não se sente mais tão confiante em sua imensa supremacia militar regional por causa seu tamanho limitado e sua pequena população.De fato, a evolução regional é potencialmente capaz de desvalorizar a força militar israelense, já que o país não tem como exercer no terreno seu poder militar superior.

Este é o grande desafio para a nação judaica, que tanto respeito me merece .Não existe uma ameaça existencial verdadeira mas sim um desacerto de suas estratégias regionais,uma falta de confiança derivada de  maus resultados internacionais e de um sistema político incapaz de gerar consensos em torno de qualquer questão fundamental.Israel precisa reinventar-se como ator regional.

http://oglobo.globo.com/blogs/lampreia/posts/2015/01/06/israel-na-encruzilhada-558103.asp